Ela me via nu todos os dias e com solidão no aconchego
E nas marcações ternuras partidas, tempo compasso em partituras perdidas
Ela me viu manso, taciturno, moribundos.
Minguando, diminuto; um minuto de vida num arco fatal: letal paradoxo,
Se na pressa á não meço arremesso o que faço,
Morro de medo e me desfaço, monossilábico Mínguo, profanamente me destrato; no caos. .Sou verbo partido, um demiurgo nu-cio e me sinto só no cais.
Dário Azevedo.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
ELAS
Elas não sabiam de nada.
Nas cópias elas não me morriam
Nem me esqueciam, Não me eram hospedes.
Nos rascunhos lidos os mais envelhecidos
Estavam grávidos, e entretempos elas.
Não me iam
Nem me vinham e nunca em mim morriam.
Pôr elas espero que me guardem,
Em mim selos seus sinais, nalgum lugar esperem-me se há vida. Dário Azevedo.
Nas cópias elas não me morriam
Nem me esqueciam, Não me eram hospedes.
Nos rascunhos lidos os mais envelhecidos
Estavam grávidos, e entretempos elas.
Não me iam
Nem me vinham e nunca em mim morriam.
Pôr elas espero que me guardem,
Em mim selos seus sinais, nalgum lugar esperem-me se há vida. Dário Azevedo.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Uma boa reflexão poética para esta sexta feira.
O que será que me dá
que me bole por dentro será que me dá,
que brota à flor da pele será que me dá
e que me sobe a face e me faz chorar
e que me salta aos olhos a me atraiçoar
e que me aperta o peito e me faz confessar,
o que não tem mais jeito de dissimular.
(Chico Buarque)O que será ? ( à flor da pele)
que me bole por dentro será que me dá,
que brota à flor da pele será que me dá
e que me sobe a face e me faz chorar
e que me salta aos olhos a me atraiçoar
e que me aperta o peito e me faz confessar,
o que não tem mais jeito de dissimular.
(Chico Buarque)O que será ? ( à flor da pele)
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
incredulidade
Como foi que coubemos na incredulidade de alguns homens,
Como foi que coubemos nas ignorâncias das ruas
Como foi que plasmamos doer o sofrimento constantes na amargura.
Incrédulo,
Feito como um Oásis de negação, e ausência de aceitação dar de si é atirar risos e lágrimas sobre sua própria dor.
O Incrédulo, faz culto de sua devoção, e das palavras cujas verdades se duvida na imaginação abrem-se reticências.
Incrédulo ou incólume na prontidão
Incólume ou incrédulo na aceitação.
Incólume,
Rasga-se na vertigem, acusa com mãos de fogo, devora-se no arder de sua tirania, vasculha a desordem e nada encontra
E no logos seus, torna-se incrédulos,
Profana qualquer sinal mesmo sendo o homem o seu criador,
Nega a possibilidade de qualquer existência, pois somente a sua é sublime,
E da sua ignorância descobre-se um deus morto. Dário Azevedo.
Como foi que coubemos nas ignorâncias das ruas
Como foi que plasmamos doer o sofrimento constantes na amargura.
Incrédulo,
Feito como um Oásis de negação, e ausência de aceitação dar de si é atirar risos e lágrimas sobre sua própria dor.
O Incrédulo, faz culto de sua devoção, e das palavras cujas verdades se duvida na imaginação abrem-se reticências.
Incrédulo ou incólume na prontidão
Incólume ou incrédulo na aceitação.
Incólume,
Rasga-se na vertigem, acusa com mãos de fogo, devora-se no arder de sua tirania, vasculha a desordem e nada encontra
E no logos seus, torna-se incrédulos,
Profana qualquer sinal mesmo sendo o homem o seu criador,
Nega a possibilidade de qualquer existência, pois somente a sua é sublime,
E da sua ignorância descobre-se um deus morto. Dário Azevedo.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
ENVELHECIMENTO
Ontem quando olhei alguns rostos,
Ávido, cálido viu vestígios e as marcas de um tempo que passou.
Floriu deles significados,
Retratos, lembranças e pertinências
Algo mais que no tempo vivido não as percebi
A alegria na amizade fortalecida nos trai detalhes que passam despercebidos sobre tudo que vivemos
Mais nada de traição com sabor de fel,
Olhos, ouvidos, mãos, bocas cintilam por nós a amizade
E não nos deixam refratários das marcas amargas
Porque o que o coração sente,
Dar sentido e abriga os momentos que já não são mais que lembranças.
Porque é tão divino e justo envelhecer
Senão seriamos incompletos
Seria tão profano não morrer
Tão sem vida não envelhecer e exagero não sentir dor.
Na alegria comumente sorrimos, pedimos perdão, queremos abraços...
Na tristeza, sofremos nos maldizemos, nos maltratamos, negamos afagos
Na morte e no envelhecer somente silêncio ao repaginar memórias
E poucos vêem que a morte e o envelhecer
Parecem ser as partes mais sublimes da vida
Que ainda nos falta viver.
Dário Azevedo.
Ávido, cálido viu vestígios e as marcas de um tempo que passou.
Floriu deles significados,
Retratos, lembranças e pertinências
Algo mais que no tempo vivido não as percebi
A alegria na amizade fortalecida nos trai detalhes que passam despercebidos sobre tudo que vivemos
Mais nada de traição com sabor de fel,
Olhos, ouvidos, mãos, bocas cintilam por nós a amizade
E não nos deixam refratários das marcas amargas
Porque o que o coração sente,
Dar sentido e abriga os momentos que já não são mais que lembranças.
Porque é tão divino e justo envelhecer
Senão seriamos incompletos
Seria tão profano não morrer
Tão sem vida não envelhecer e exagero não sentir dor.
Na alegria comumente sorrimos, pedimos perdão, queremos abraços...
Na tristeza, sofremos nos maldizemos, nos maltratamos, negamos afagos
Na morte e no envelhecer somente silêncio ao repaginar memórias
E poucos vêem que a morte e o envelhecer
Parecem ser as partes mais sublimes da vida
Que ainda nos falta viver.
Dário Azevedo.
DIÁSPORA
Eu escondi um pouco da vida num saco de plástico
Na plástica da vida
Num sarcófago Embaixo do colchão.
O pouco de vida que ainda resta Eu guardo nas estantes
Em degraus penetrantes Movido de hipérboles nas palavras.
Do pouco que ainda penso ser
De pouco importa se nada resta
Revelo entres as cortinas da casa.
Coloco cara a cara a emoção E o vadio ausente em mim pelas janelas
Por onde olho as ruas nas manhãs.
Retoco o Retrogrado sinais das maquiagens.
Insano,Antropófago,Rosto desvalido.
Que há ainda de mim,Eu largo a solta ao cio
E num rito infeliz,Retorno no frio E calo
Frente A fogueira,Que cheira a fumaça
E na quentura Que ameaça Amortecer
O que não se pode esconder
Jamais.
Dário Azevedo.
Na plástica da vida
Num sarcófago Embaixo do colchão.
O pouco de vida que ainda resta Eu guardo nas estantes
Em degraus penetrantes Movido de hipérboles nas palavras.
Do pouco que ainda penso ser
De pouco importa se nada resta
Revelo entres as cortinas da casa.
Coloco cara a cara a emoção E o vadio ausente em mim pelas janelas
Por onde olho as ruas nas manhãs.
Retoco o Retrogrado sinais das maquiagens.
Insano,Antropófago,Rosto desvalido.
Que há ainda de mim,Eu largo a solta ao cio
E num rito infeliz,Retorno no frio E calo
Frente A fogueira,Que cheira a fumaça
E na quentura Que ameaça Amortecer
O que não se pode esconder
Jamais.
Dário Azevedo.
PARADOXO
Às vezes o que pensamos sobre nós está refletindo no outro, e o outro ainda não se deu conta de nós. Vivemos fortemente estes paradoxos de acusações, negações e afirmações de identidades até os fins de nossos dias. Sofremos todos, porque nos amamos e nos negamos narcisicamente não sabemos se o que tragamos de nossa existência: é a crise ou a sorte que nos atormenta, enquanto os dados rolam acorrentados ao nosso medo e atos incorrigíveis, nos apequenamos em nossas rituais de tiranias, recalques e mimetismo. E por ser tão grande a culpa. nosso ser no espelho refletido chora todas as dores do mundo. Dário Azevedo.
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