domingo, 1 de maio de 2011

Léo Gandelman, simplesmente genial.

Na noite de Ontem (sábado) quem esteve se apresentando em Belém no Ginásio do SESC DOCA, foi o saxofonista, instrumentista e compositor Leonardo Gandelman, popularmente conhecido como Leo Gandelman.  Com seu quarteto, brindou os amantes da música refinada e de qualidade com o show denominado: naturalmente. Quem infelizmente não pode ir, perdeu uma noite de sábado glamouroso, quem esteve por lá viu mais que um show, foi realmente um verdadeiro espetáculo, apesar dos contra tempos.
Por razões de ordem técnica, o Show previsto para começar as 20 h, teve inicio somente as 20 h: 45, após a platéia ensaiar algumas batidas de palmas dando sinais de que já estava descontente com o atraso. Os mais  exigentes deixavam antever que já estava na hora do espetáculo começar.
Logo em Seguida, o promotor do evento, na pessoa do presidente da instituição então felizmente anuncia: com vocês um dos o maiores saxofonistas brasileiro reconhecido mundialmente por seu talento: LEO GALDEMANN.
Gandelman todo vestido de preto sobe ao palco acompanhado de seus experientes, competentes o e talentosos músicos arrebatando os aplausos de todo o presente como já era esperado.
Com sua forte presença de palco que contagia a platéia, logo de inicio Gandelman ao saudar a todos, comunica que neste show apresentará musicas inéditas e fará algumas passagens musicais por composições já consagradas suas e de outros artistas brasileiros com os quais tem a honra de compartilhar com o público cita entre eles, uma justa homenagem aos geniais Cartola (As rosas não falam) e Edu Lobo (Reza), entre outros.
Durante a apresentação, Gandelman interagiu de fato com o público, deu pitacas sobre o incômodo barulho que vinha dos ventiladores instalados para amenizar o calor, fez por várias vezes referências aos seus talentosos músicos entre eles, Serginho do Trombone músicos com vasto currículo que inclui parceria com Tim Maia, e tantos outros artistas brasileiros.
De fato Gandelman estava à vontade, para além de ser um grande artista e excelente profissional da música é acima de tudo, mesmo já consagrado mundialmente, um sujeito simples, carismático e extremamente sensível e respeitoso com seu público.
Pois que em alto clímax do show, onde a platéia já estava completamente envolvida com a bela apresentação do quarteto, surge um problema técnico, um verdadeiro apagão acontecia nas dependências do SESC DOCA, no momento em que Gandelman, estava fazendo a execução da música REZA de Edu Lobo, e interagindo com o público ao falar dos problemas ambientais, da importância da preservação da fauna e da flora Amazônica como sendo essencial na continuidade do planeta terra. Ccncluiu que todos nós éramos responsáveis pela sustentabilidade ambiental principalmente da Amazônia brasileira, então dizia cheio de esperança: mais que a REZA, somente a fé de nosso povo será capaz de manter viva a esperança e projetá-la na perspectiva de futuras gerações.
Diante da situação inesperada, o apresentador do evento com grande simpatia, resolveu dialogar com público, falando sobre o projeto SESC, sobre a extraordinária pessoa que Gandelman.
De fato o artista surpreendeu a todos, solicitou que fosse anunciado que ele iria tocar seu sax, mesmo em meio ao escuro desta histórica noite de sábado, Gandelman levou a platéia ao delírio, voltou ao palco e começou a tocar, e mais à vontade ainda parecia como um “rebelde” por uma causa justa, e sabedor de que o artista precisa ir onde o povo está, desceu para o meio do público tocando divinamente, parecia estar à sublimar.
A reação foi imediata do público presente, todos de pé aplaudindo Gandelman, que em verdadeiro estado de graça, ainda anunciou, que o show continuará amanhã (domingo) as 18 h na Aldeia amazônica, aberto ao público em geral. É só conferir.
Por isto, este Blogger em retribuição ao Genial Gandelmann, só resta dizer muito obrigado e aos que não estiveram presente, ouçam no Youtube uma de suas clássicas composições: SOLAR, que todos os presentes tiveram a honra e o prazer de ouvi-lo tocar.   

sábado, 30 de abril de 2011

Amanhã é dia de RE X PA, que vença o melhor!

Neste último domingo de Abril mais um clássico confronto  do futebol paraense, o já tradicional RE x PA, deverá  como sempre ser  disputadissimo. Apesar da semana agitadíssima, os arqui rivais sabem que futebol se decide nas quatro linhas e num detalhe, uma partida pode ser definida em qualquer momento dos noventa minutos. Teoricamente o Papão da Curuzú , apesar ter ganho o primeiro turno do campeonato paraense, não anda bem das pernas, logo não poderá com folga  exibir seu tão duvidoso favoritismo para este jogo no segundo  turno. Suas fracas apresentações vem dando demonstração  e sinais de que algo não vai bem lá pela Curuzú deixando sua fiel torcida desconfiada quanto ao resultado do clássico para este domingo .
Já pelo lado do Leão Azul de Antonio Baena, o filho da glória e do triunfo, a semana foi menos tensa e de grandes perspectivas para este confrontos, salvo o problema ocorrido com alguns atletas ,entre eles o lateral Edinaldo que resultou como punição e  em descontos nos salários pelo ato indisciplinar que ainda vem repercutindo. Problemas à parte o Leão Azul parece melhor estruturado para este grande jogo que vale um passe adiante para vencer o segundo turno e seguir firme para a conquista do campeonato Estadual e a garantia de uma vaga na Série D do campeonato Brasileiro. 
Que me desculpem todas as pessoas que visitam meu blogger, mas não posso ficar  em cima do muro. Neste clássico do dia do trabalhador,minha aposta será  que a nação azulina sairá do Estádio Edyr Proença rindo à toa.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Nosso tempo afetivo busca reencontrar Todo sentimento

Chico Buarque e Cristovão Bastos dois geniais artistas brasileiros que dispensam apresentação,  foram muitos felizes ao comporem a bela canção " todo sentimento", para aqueles que ainda não conhecem esta obra de arte que fala de sentimentos  e do valor afetivo sobre quem ou aquilo que potencializam nossa razão de viver estando juntos ou distante , trancrevo neste momento o conjunto da obra.

          

Todo o Sentimento

Chico Buarque

Composição : Chico Buarque e C. Bastos

Preciso não dormir até se consumar a tempo da gente.
Preciso conduzir um tempo de te amar,
Te amando devagar e urgentemente.

Pretendo descobrir no último momento um tempo que refaz o que desfez,
Que recolhe todo sentimento e bota no corpo uma outra vez.

Prometo te querer até o amor cair doente, doente...
Prefiro, então, partir a tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente.

Depois de te perder, te encontro, com certeza,
Talvez num tempo da delicadeza,
Onde não diremos nada; nada aconteceu.
Apenas seguirei como encantado ao lado teu.


Quantos amores por nós já passaram,, alguns vivemos plenamente, outros não fomos capazes de percebê-los. Chegamos até o tempo de ignorá-los sepultando-os de nossas memórias, porém tivemos amores que ainda não morreram e talvez jamais se desfaçam de nós. Enfim, negligenciamos sobre nossos sentimentos e por  incapacidade de amar acabamos por perdê-los. Penso que Chico e Cristovão nos colocam de frente com nossas arqueologias de emoções e nos presenteiam com um belo achado sobre o tempo afetivo que reside e mora em nossas dores e amores, porém se não nos matam as vezes deixam sequelas ou nos servem como lição de vida para reapreendermos  a resignificar nossos sentimentos.  Relações terminam, outras recomeçam, algumas se transformam em outros sentimentos como de amizade,  inimizade, o certo é que devagar vamos entendendo que o amor é universal e não acaba nunca, por isto, novos tipos de relações vão se reinventando devagar ou não, por isto é que o final de uma grande relação, muitas vezes nos tira o sono, e quando  há dúvidas se ja está perto de finalizar e de anunciar a hora da partida, somos tentados a um breve olhar para trás cheios de reticências se não é melhor refazê-lo.
O tempo da afetividade é bem diferente do tempo cronológico, neste somos calculistas, frios, i-racionais  demais, naquele damos passagens para a sensibilidade, para o cuidado e zelo com quem amamos muito, talvez  a teologia estivesse certa quando afirmou que as relações se dão na tristeza, na alegria , na doença .....
Se pensarmos do ponto de vista ontológicos isto está certo sim, daí depois de tanto tempo é duro se desvencilhar, porque nos sons, nas cores, nos cheiros em todos nossos sentidos, ainda vão residir por um tempo a alma humana com quem vivenciamos e maturamos  a cada dia o que nos foi singular no tempo de amar.
Por tanto, no tempo da delicadeza onde misturam-se em nós um pouco de humano com o divino, é que talvez iremos sublimar para um novo tempo de afetividade, por onde deverá jorrar todo nosso sentimento na busca de novos significados e sentidos para a arte de amar e de construir novas passagens para uma felicidade a ser cosntruida no tempo e no amor presente de cada um.
Talvez por isto o silêncio seja nossa grande companheira no momento de nos refazer, pois recomeçar se não for de abraços abertos e beijos que extravasem todos nossos sentimentos sem olhar para os erros e mágoas que deve ficar para trás, somente quem sabe na hora da morte que escolhemos por tê-la, esta não nos tornará encantados  até o "juizo final".

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Reflexões acerca da condição social dos idosos


É inadmissível que no Brasil, ainda não tenhamos politicas públicas tão claras acerca da inclusão dos idosos sendo implantadas por governos em vários níveis : Federal, Estadual e Municipal, em que pese termos avançados do ponto de vista da legislação com a aprovação do estatuto dos idosos. Por outro lado torna-se extremamente questionável e revoltante saber o quanto os idosos por muitos lugares deste imenso país são vitimas de repugnante violação de direito, como as que temos assistido através dos telejornais mostrando flagrantes casos de desrespeito à estes cidadãos de direito.  Uma vez que o direito liquido e certo dos idosos precisa se efetivado através de mecanismo mais eficazes e eficientes para que os casos de maus tratos, possam ser rigorosamentre denunciados e os infratores possam ser punidos.
Por ser extremamamente vergonhoso, convivermos com atos abusivos  de violação  de direitos que proporcionam indignação e ao mesmo tempo  alavanca um estado de barbárie social declarada.
 Como sabemos  existem registros oficiais que denunciam  a cultura da agressividade contra os idosos, se ampliando não  somente nos espaços publicos da sociedade. Os lugares mais íntimos  e teoricamente mais acolhedores dos idosos, com o ambiente familiar, os ambientes religiosos, os asilos são por demais espaços constanstes  de atentado ao pudor  e práticas no  mínimo nocivas  socialmente.
Pensar que ao envelhecer, os idosos  pudessem ter uma vida decente, digna, usufruindo dos direitos sobretudo por tudo de bem que foram  capazes de contribuir efetivamente com os avanços  das melhorias sociais, o que  se vê é um quadro nada animador  deixando de ser um sonho possivel de se realizar para tornar-se  um pesadelo para muitos  na dança da vida.
 Muitos de nós já presenciamos violências simbólicas, físicas , psicológicas  acontecendo à luz do dia, no entardecer, e  no silêncio da noite, acontecendo com idosos infelizmente  em seu espaço familiar, muitas das vezes por seus próprios parentes, as agressões vão  desde o  asilamento em cárce privados até distribuições de  pontapés, socos , atos de  uma brutalidade imperdoáveis e inaceitáveis .
Por isto é preciso denunciar, também as agressões do Estado por sua ausência, pela  falta de politicas voltadas  de fato e de direito para os idosos. Quem nunca assistiu uma cena do cotidiano onde idosos são freguentemente atirados dos  ônibus porque  os condutores de veiculos não entendem o que é ter mobilidade reduzida, e por absoluta ignorância não compreendem as fases do envelhecimento. Quem  nunca assistiu cenas de idosos dormindo em calçadões dos centros e periferias urbanas, quem nunca foi abordado com um idosos pedindo uma ajuda para comprar o pão de cada dia, os remédios de que necessitam. Os insensíveis irão dizer, que  não tem sentido o Estado  ter que arcar com todas as responsabilidades sociais, que os mais sucedidos devam ser paternalista com estes pobres coitados dando esmola; e os  mais radicais acerca de sua percepção sobre o situação dos idosos em condições de vulnerabilidade social apostam que politicas assistencialistas não geram cidadania, ao contrário, ampliam ainda mais o fosso da miséria e da pobreza. Entre tantas teses, é preciso de dizer, que a fome e a miséria tem pressa diante de tantos conceitos e preconceitos  e que a única certeza , será que uma dia muitos irão  envelhecer. Logo na dança da vida, torna-se necessário entender que diante de tanta dor e sofrimento ou agimos com sabedoria, inteligência  e rapidez ou  as vãs utopias não darão conta  de responder  e torna-se -ão reféns  da bruta e dura realidade produzida socialmente.
Não podemos admitir outros formas que antecipam ou tornam-se mortes anunciadas  dos idosos, nos hospitais por falta de profissionais especializados ou por falta de equipamentos  médicos  e espaços hospitalares para socorrer os idosos.
Em que pese os movimentos da terceira idade terem crescidos em todo mundo e em particular no Brasil promover várias atividades sócio assistenciais, recreativas e de lazer visando a qualidade de vida dos idosos, torna-se necessário também dizer, que muitos idosos estão na invisibilidade de seus direitos sociais, excluidos dos espaços de convivências sociais sendo maltratados  e jogados a sua própria sorte. É preciso reconhecer que o estado de envelhecimento não significa o fim da rota,  e que os idosos não podem ser tratados com peças esquecidas nos museus  e nos asilos da vida.         

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Como dizia Simone de Beauvoir: "Ninguém nasce mulher, torna-se"


"Há sempre para mim um grande mistério na alma feminina. Eu sou um sujeito curioso por desconhecer, por querer saber, por querer entender e não entender nunca"

                                                                                                              
                                                                            Chico Buarque (extraído do dvd À Flor da Pele)

terça-feira, 26 de abril de 2011

Já se aproxima o 1º de Maio:O dia da classe trabalhadora.....ViVa.


No próximo dia 1º de Maio historicamente se comemora o dia mundial do trabalho, em várias partes do mundo, os trabalhadores saem às ruas para manifesta-se contra os abusos presente ainda hoje na relação capital e trabalho. Não por acaso esta data, deve-se ao fato de que em 1886 um conjunto de trabalhadores de Chicago (EUA) resolve por unanimidade lutar pela redução da  alta jornada de trabalho e as condições bastante precárias e insalubres nos seus espaços de trabalho em pleno desenvolvimento industrial da cidade do mesmo nome.
Este feito dos trabalhadores provocou uma reação por partes dos empresários das indústrias e dos legítimos representantes do Estado de Chicago, tendo como resposta à resistência a decisão dos trabalhadores por cruzarem os braços e decretarem a greve geral. Este episódio, ficou mundialmente conhecido devido às forças coercitivas do Estado americano reagir com violências causando a morte de não poucos trabalhadores.
Por sua repercussão negativa, por tratar-se de violação de direitos humanos, em várias partes do mundo, o dia 1º de maio foi sendo decretado oficialmente como o dia do trabalhador e, por conseguinte um feriado nacional dedicado a celebração da luta e dos lutos da classe trabalhadora mundial.
Porém é preciso dizer ainda, que as relações de trabalhos no mundo inteiro vêm se alterando, com a redução de jornada de trabalhos, com mudanças significativas nas leis trabalhistas, nas formas de utilização de métodos e técnicas nas relações de produção, na potencialização de instrumentos de trabalhos, e em alguns poucos casos na valorização das forças de trabalho.
No entanto, torna-se necessário refletir que muitas teorias se juntam ao universo da relação capital e trabalho procurando teoricamente, explicações plausíveis que justifiquem estes fenômenos sociais com seus imbróglios e profundas contradições.
 Fala-se hoje de ócio criativo, cogestão e auto gestão dos trabalhadores na participação dos lucros da empresa, comenta-se sobre os trabalhadores romperem com os velhos paradigmas de pactuação e negociações,  somente através do confronto direto com os patrões, passando-se a admitir negociações de resultados imediatos, inclusive abrindo-se mão de demissões coletivas para fazer valer a  aceitação de redução da jornada de  trabalho sem precisar radicalizar através de medidas como a greve geral.
Apesar de tantas mudanças sem que algumas firam os princípios históricos que nortearam o começo de tudo,  vale lembrar que se os trabalhadores do mundo inteiro não estão unidos como se previam, e que hoje se pode antever pelos posicionamentos que as federações e centrais sindicais vêm tomando, onde cada um neste dia celebra em  ato publico  suas lutas pela direitos esssenciais dos trabalhadores como: moradia, alimentação, saúde, educação vestuário e lazer.
Pode se dizer que algo está sob suspeita , ou os  movimentos classistas estão aprendendo novas maneiras de ser fazer sindicalismo no Brasil e no mundo ou amiúde está se tentando escamotear um velho dilemas: a briga pelo o controle político e a obsessão pelo poder sobre as massas trabalhadoras.
Por fim vale ressaltar, que os sábios ensinamentos dos teóricos do porte de Marx , Engels Lênin, Rosa de Luxemburgo e tantos outros, se  juntam na luta real para  encontrar uma saída contra a exploração do homem, acenando com reais possibilidades  para  um mundo socialista que pode estar sendo abreviado por algumas tentativas não ingênuas de mudar o curso da histoóia dos trabalhadores.
Porém, se Karl Marx havia sentenciado em sua obra O Manifesto Comunista de que a saída para a classe trabalhadora das explorações, era entender que o motor da história é a luta de classe. Logo os trabalhadores precisariam tomar consciência de classe e organizarem-se contra as forças inescrupulosas do capital para tomar de assalto o  aparelho coercitivo de poder do Estado a seu favor e garantir sua hegemonia de poder.
Pois bem, o tempo podem ser outro, o reino da liberdade marxista pode ter caído num vazio, no entanto, não se poder esquecer que as contradições ainda não cessaram no mundo do trabalho, portanto é preciso insisti e a exemplo de Marx proclamar: Tudo que é sólido se desmancha no ar”.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

CRÔNICA DA SEMANA


Hoje já não é mais semana santa, os dias santos muitos deles pediram amém. Outros virão para que professemos em seus silêncios nossas culpas e um gosto amargo por crucificarmos  tantos cristãos com nossas  cegueira.
 Tudo agora volta a dar passagem entre o sagrado e profano nas relações mundanas, pois os santos verdadeiros com suas marcas de lealdade foram descansar pro ano que vem. já que  não há mais tempo para tanto  perdão e muito menos horas de agonia , penitência  e dor diante do calvário de cada um diante do  caos que sangra a terra  e os filhos da terra  deixando-os  desnudo frente a multidão.
Então que centelha há de atiçar novas crueldades diante dos olhos vazios e dos corpos franzinos que descem ladeira abaixo, carregando sobre as costas a cruz brejeira das injustiças vagantes onde alguém excessivamente altruísta irá acolher a dor que não é sua?
Na atmosfera dos dias que passam há fragilidades, desespero, barbárie cravada em meios a poucas esperanças. Talvez Judas com suas sátiras, tiradas com seu beijo à face, fosse bem mais sagaz, com os seus inimigos, e com os fracos irônico demais para que acordassem diante desta entrega absurda frente aos desafios, daqueles que o subjugam como pobres coitados.
E Deus por sua suprema justiça acena maior simpatia com as audácias de Judas, diante do Império, antes ter que imaginar seus discípulos por frouxura tremendo-se incontrolavelmente em frente a qualquer sentença impostas pelos tribunais da vida
Portanto ao chegarmos ao fim da Páscoa, muitos hão de retornar para o mesmo destino traçado na ausência de propósitos humanitários e solidários, e então, o retorno de si, parece ceder às conveniências na busca de sobrevivências, ao torna-se voz de comando que não se sabe de onde vem e para onde vai.
Diante de velhos flagrantes das cenas do cotidiano que sentimos dó. Assaltos, tragédia, desastres e abandonos e estado de solidão em qualquer hora do dia, ergue-se a estética da feiúra nas vias urbanas das cidades.
Então o que se fazer depois que a Páscoa passou em que o Cristo de Nazaré foi duramente punido e humilhado e ainda assim ressuscitou diante de Maria que o acolheu e o mundo inteiro se curvou para esta certeza: Jesus ressuscitou ao terceiro dia subiu aos céus e está sentado a direita de Deus do pai?
Talvez um poeta, ou um filósofo “maldito” neste instante estivesse rindo com seus supremo niilismo atiçando á melhor sátira e pondo dedo em riste na cara dos profanos que no alto de sua insanidade, antes o luto do Cristo partido, há de antepor ao ritual de passagem da vida para a morte anunciando-s a ressurreição como símbolo, sentidos e significados da Páscoa que já passou para alguns morbidamente.
Diante da lei do mercado que maximizaram os faturamentos nesta semana que  passou, impondo ao Cristo ressuscitado um novo tempo de extração de mais valia aos que se deixam seduzir pela democracia do consumo à 24 hora do dia. Depois de Jesus sair do calvário Maria, mãe e mulher dá passagem aos novos anúncios publicitários as vésperas do dia das mães.